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Demon Hunter processa Netflix por conflito com marca ‘KPop Demon Hunters’

Banda afirma que filme, produtos e turnê criaram confusão com sua marca; ação também inclui a AEG Presents.

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Demon Hunter processa Netflix por conflito com marca ‘KPop Demon Hunters’

A empresa que representa o Demon Hunter processou a Netflix, a Netflix Studios e a AEG Presents na terça-feira (18), nos Estados Unidos, por um suposto conflito entre a marca da banda e o nome KPop Demon Hunters. A ação acusa as empresas de violação de marca, falsa indicação de origem e concorrência desleal.

O processo foi apresentado pela Hyde Lane, Inc., que opera em nome do grupo de metal, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia. A petição recebeu o número 2:26-cv-09191 e solicita julgamento por júri.

As acusações ainda não foram analisadas pelo tribunal. A petição inicial registra apenas a versão da banda, e nenhuma decisão sobre o mérito havia sido proferida até a publicação desta matéria.

O que o Demon Hunter alega

A Hyde Lane afirma que usa o nome Demon Hunter desde o início dos anos 2000 e possui registros federais para atividades relacionadas a música, apresentações e produtos. Segundo a ação, a Netflix teria avançado sobre áreas comerciais semelhantes ao lançar o filme KPop Demon Hunters, sua trilha sonora, mercadorias licenciadas e uma futura turnê produzida em parceria com a AEG.

O argumento central é que o alcance da franquia pode causar dois tipos de confusão. Consumidores poderiam acreditar que produtos da Netflix têm relação com a banda. Ao mesmo tempo, a dimensão comercial do filme poderia fazer o público interpretar o grupo como derivado ou associado à produção audiovisual, apesar do uso anterior do nome.

A ação apresenta exemplos que, segundo a autora, demonstrariam confusão real. Em fevereiro de 2026, uma pessoa pediu reembolso depois de gastar quase US$ 500 em ingressos para um show do Demon Hunter em Albany, no estado de Nova York. Ela afirmou ter acreditado que comprava entradas para uma apresentação infantil ligada ao filme.

A petição também relata que um produtor do programa Inside Edition procurou o empresário da banda para entrevistar Yu-Han Lee, compositor premiado pela trilha de KPop Demon Hunters. O músico não possui vínculo com o grupo de metal.

O que a ação pede

A Hyde Lane solicita que a Justiça impeça Netflix e AEG de usar o nome KPop Demon Hunters em gravações musicais, produtos e apresentações ao vivo que coincidam com as categorias protegidas pela marca da banda. O pedido inclui ainda apreensão de itens considerados infratores, restituição, entrega dos lucros obtidos, indenização multiplicada por três e pagamento de honorários.

Essas medidas são pretensões da parte autora, não determinações já concedidas. O processo seguirá agora para a fase de resposta dos réus e análise judicial.

A banda e a expansão da franquia

Formado em Seattle em 2000, o Demon Hunter construiu carreira entre metalcore, metal alternativo e metal cristão. Ryan Clark permanece como vocalista e principal compositor. O grupo lançou 12 álbuns de estúdio, sendo There Was a Light Here, de 2025, o trabalho mais recente.

KPop Demon Hunters estreou na Netflix em 2025 e se expandiu para música, produtos licenciados e apresentações. Em maio de 2026, Netflix e AEG anunciaram uma turnê mundial baseada na animação. A petição afirma que o projeto deve passar por aproximadamente 150 cidades, ponto que amplia a sobreposição comercial alegada pela banda.

Até a conclusão desta matéria, o processo consultado continha a petição inicial e não estabelecia responsabilidade de nenhuma das empresas citadas.

Fontes consultadas