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Metallica abre residência na Sphere com raridades no set

A estreia de Life Burns Faster recuperou “...And Justice for All” após 12 anos e iniciou uma série de 24 shows com repertórios sem repetição.

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Metallica abre residência na Sphere com raridades no set

O Metallica abriu a residência Life Burns Faster na Sphere, em Las Vegas, na noite de 1º de outubro, com um show de 16 músicas que combinou repertório de diferentes fases, faixas ausentes dos palcos havia anos e uma produção desenhada para a tela interna do local. A apresentação terminou às 23h no horário de Las Vegas, e a documentação completa, incluindo a galeria oficial e os primeiros relatos, foi publicada em 2 de outubro.

A noite ganhou peso próprio dentro da agenda da banda porque apresentou decisões que vão além da mudança de endereço. “Battery” abriu o repertório pela primeira vez desde 2014. “Now That We’re Dead” voltou após cinco anos fora dos shows. O retorno mais significativo foi “...And Justice for All”, tocada pela primeira vez desde agosto de 2014, sem a introdução limpa da gravação.

Repertório evita depender apenas dos maiores hits

O show começou com “Battery” e “Creeping Death”, passou por “Sad but True”, “The Shortest Straw”, “Wherever I May Roam” e “The Day That Never Comes” antes de chegar a “...And Justice for All”. A seleção cobriu nove dos 11 álbuns de estúdio do Metallica, segundo o levantamento publicado após a apresentação.

Na segunda metade, James Hetfield dedicou “The Call of Ktulu” a Cliff Burton, baixista que morreu em 1986 e participou da composição da faixa. “Lux Æterna” foi a única música de 72 Seasons tocada pelo quarteto completo. “Ride the Lightning”, “The Memory Remains” e “Seek & Destroy” prepararam o encerramento com “Master of Puppets”.

O repertório evitou transformar a estreia em uma simples coleção dos singles mais conhecidos. As voltas de “...And Justice for All” e “Now That We’re Dead” deram à primeira noite um recorte específico, necessário numa residência que promete repertórios diferentes entre quinta e sábado.

A Sphere interfere na construção do show

A produção usou a tela interna de 160 mil pés quadrados como parte de cada bloco. No relato do San Francisco Chronicle, “Wherever I May Roam” foi acompanhada por uma viagem digital através de cidades e casas ligadas à carreira do Metallica até chegar à Sphere. Outras sequências reuniram paisagens inundadas, prédios em ruínas, cruzes e imagens enviadas por fãs.

A documentação disponível permite avaliar escolhas visuais e de repertório, mas não substitui a experiência sonora dentro da sala. Ainda assim, fica claro que o grupo evitou usar a tela apenas como um telão ampliado. As projeções foram planejadas em torno das músicas, enquanto uma passarela longa e o Snake Pit preservaram a aproximação física com parte do público.

Essa combinação é o principal teste da residência: colocar uma banda construída em palcos de estádio dentro de um espaço cujo apelo central é audiovisual, sem reduzir o concerto a demonstração tecnológica. Na abertura, o repertório e as raridades impediram que a estrutura engolisse completamente a música.

Residência segue formato sem repetição

Life Burns Faster terá 24 apresentações na Sphere até 13 de março de 2027. O Metallica manteve o formato No Repeat Weekend: as músicas da quinta-feira não se repetem no show seguinte, realizado no sábado do mesmo fim de semana. A regra obriga a banda a preparar dois repertórios completos e amplia a possibilidade de novas faixas pouco executadas aparecerem nas próximas noites.

A estreia também estabeleceu uma referência para a sequência. Foram duas horas e 15 minutos de show, com início às 20h45 e término às 23h. O segundo concerto acontece em 3 de outubro, com repertório totalmente diferente.

Fontes consultadas