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Miss May I lança No Place For Me, oitavo álbum
Disco de dez faixas marca a estreia da formação atual em um álbum completo e inaugura a fase da banda na Solid State Records.

O Miss May I lançou nesta sexta-feira, 2 de outubro, No Place For Me, seu oitavo álbum de estúdio. O disco reúne dez faixas em 33 minutos, chega pela Solid State Records e sucede Curse of Existence, publicado em 2022. É também o primeiro trabalho completo da banda com o guitarrista Elisha Mullins integrado ao processo de composição.
A formação atual reúne Levi Benton nos vocais, Ryan Neff no baixo e vocais limpos, Jerod Boyd na bateria e Mullins na guitarra. Os guitarristas BJ Stead e Justin Aufdemkampe deixaram o grupo em 2024, encerrando uma configuração mantida desde os primeiros anos da banda. A mudança obrigou os integrantes remanescentes a rever a forma como começavam as músicas e como preencheriam os arranjos com um quarteto.
Um disco construído pela nova formação
Benton explicou durante a divulgação que a banda passou cerca de dois anos trabalhando no álbum. Segundo o vocalista, o prazo mais aberto oferecido pela Solid State permitiu regravar partes e revisar letras sem a pressão de encerrar as sessões antes de uma turnê. O produtor e engenheiro Nick Sampson, colaborador do grupo desde Monument, ajudou a manter uma linha reconhecível entre a formação atual e os discos anteriores.
A entrada de Mullins trouxe uma diferença prática. O Miss May I passou a usar camadas eletrônicas e texturas para ocupar espaços que antes seriam preenchidos por uma segunda guitarra. A mudança aparece ao lado dos elementos habituais do grupo, como riffs de metal melódico, bateria acelerada, vocais alternados e refrões de metalcore. O resultado documenta uma adaptação de formação, não apenas a troca de um integrante nos créditos.
Dez faixas entre peso e melodias conhecidas
A sequência começa com "Sanctuary" e passa por "Portrait Of Pain", "Hand Me A Halo", "Pray For Silence", "Death Threat", "Die On The Vine", "Fire Falls", "Bury Me Down" e "Ashes Of The Altar" antes de terminar em "Highbrow Thieves". Várias dessas músicas foram apresentadas ao longo dos últimos meses, como parte de uma divulgação mais longa do que a campanha tradicional de dois ou três singles.
As primeiras avaliações também apontam limites e acertos com alguma concordância. A Kerrang! observa que o Miss May I preserva sua fórmula e encontra força na abordagem direta, mas oferece poucas surpresas. A descrição editorial da Apple Music destaca a guitarra de Mullins e a aproximação entre metal melódico, passagens de thrash e refrões característicos do metalcore. São leituras que situam o disco como uma atualização de método dentro de uma linguagem já consolidada.
No Place For Me está disponível nas plataformas digitais. Até esta publicação, a banda não havia anunciado uma edição específica para o mercado brasileiro.
