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‘Come What(ever) May’, do Stone Sour, completa 20 anos

Segundo álbum do Stone Sour, ‘Come What(ever) May’ completa 20 anos como o disco que levou a banda de Corey Taylor ao grande público.

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‘Come What(ever) May’, do Stone Sour, completa 20 anos

Lançado em 1º de agosto de 2006, Come What(ever) May, segundo álbum do Stone Sour, completa 20 anos neste sábado. O disco marcou a consolidação do projeto liderado por Corey Taylor fora do Slipknot e transformou a banda em um nome de grande alcance no rock dos anos 2000.

Gravado no Studio 606, de Dave Grohl, em Los Angeles, o álbum foi produzido por Nick Raskulinecz, que já havia trabalhado com Foo Fighters e posteriormente produziria nomes como Alice in Chains e Deftones. A formação reunia Corey Taylor, Jim Root, Josh Rand e Shawn Economaki. Joel Ekman deixou o grupo durante as sessões, e Roy Mayorga assumiria a bateria na sequência da trajetória do Stone Sour.

O disco que ampliou o alcance do Stone Sour

O álbum de estreia autointitulado, lançado em 2002, já havia apresentado um lado mais melódico de Corey Taylor. Come What(ever) May, porém, levou essa proposta a outro patamar comercial. O repertório transitava entre hard rock, metal alternativo e baladas sem apagar o peso que ligava parte do público da banda ao Slipknot.

A abertura com “30/30-150” colocava o disco em terreno agressivo, enquanto faixas como “Made of Scars”, “Reborn” e a faixa-título mantinham guitarras pesadas e refrões de grande alcance. Na outra ponta, “Through Glass” e “Zzyzx Rd.” exploravam uma vulnerabilidade que se tornaria decisiva para a identidade do Stone Sour.

O contraste ajudou a definir o álbum. Em vez de funcionar apenas como um projeto paralelo de integrantes do Slipknot, o Stone Sour passou a sustentar uma carreira própria, com repertório, público e espaço em festivais e rádios de rock.

“Through Glass” virou o maior sucesso da banda

O principal ponto de entrada do álbum foi “Through Glass”. A música ganhou forte execução em rádio e televisão, apresentou o Stone Sour a um público mais amplo e se tornou a faixa mais reconhecida da discografia do grupo.

A composição também cristalizou uma faceta de Corey Taylor que já aparecia em músicas mais melódicas do Slipknot, mas que encontrava no Stone Sour espaço para ocupar o centro da canção. A interpretação contida nos versos e o crescimento do refrão ajudaram a transformar a faixa em um dos grandes sucessos do rock alternativo da década.

“30/30-150” seguiu por um caminho diferente e rendeu ao grupo uma indicação ao Grammy de Melhor Performance de Metal. A convivência entre as duas músicas resume boa parte da força do disco: peso suficiente para o público do metal e melodias capazes de atravessar os limites do gênero.

Desempenho comercial e legado

Come What(ever) May estreou na quarta posição da Billboard 200, com mais de 80 mil cópias vendidas nos Estados Unidos em sua primeira semana. O trabalho recebeu certificação de platina no mercado norte-americano e também conquistou certificações em outros países.

Em 2016, o décimo aniversário foi marcado por uma edição especial com lados B, gravações raras, versões alternativas de “Through Glass”, “Zzyzx Rd.” e “Cardiff”, além de uma releitura de “Wild Horses”, dos Rolling Stones.

Duas décadas depois, o álbum permanece como o ponto de equilíbrio mais popular da carreira do Stone Sour. Ele não foi apenas um intervalo entre ciclos do Slipknot. Foi o disco que estabeleceu definitivamente a banda como uma das principais expressões do rock pesado e melódico dos anos 2000.

O Stone Sour após o álbum

A banda ainda lançaria Audio Secrecy, os dois capítulos de House of Gold & Bones e Hydrograd. Desde 2020, o Stone Sour está em hiato por tempo indeterminado, enquanto Corey Taylor mantém sua carreira solo e suas atividades com o Slipknot.

A pausa não diminuiu o alcance de Come What(ever) May. “Through Glass” continua entre as músicas mais ouvidas de Corey Taylor fora do Slipknot, e o álbum segue como porta de entrada para uma geração que conheceu o vocalista por uma face menos extrema, mas igualmente central em sua trajetória.

Fontes consultadas