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Sepultura encerra história no Rock in Rio com fase Derrick Green
Última apresentação da banda no festival teve 13 músicas gravadas desde 1998, o EP final completo e a estreia ao vivo de Sacred Books.

O Sepultura fez sua última apresentação no Rock in Rio neste sábado, 5 de setembro, com uma escolha incomum para um show de despedida: deixou de fora “Roots Bloody Roots”, “Refuse/Resist”, “Arise” e todo o material anterior à entrada de Derrick Green. As 13 músicas vieram do período iniciado por Against, em 1998.
O recorte colocou 28 anos de discografia no centro de uma data que poderia ter sido ocupada somente pelos clássicos mais conhecidos. Andreas Kisser explicou o sentido da decisão no palco e apresentou Green como o músico homenageado da noite. O vocalista norte-americano integra a banda desde 1997 e gravou nove discos de estúdio, além do EP The Cloud of Unknowing.
O show abriu o Palco Mundo sob chuva e durou cerca de uma hora. A sequência começou com “Against” e “Choke”, passou por “Kairos”, “Means to an End”, “Phantom Self”, “Convicted in Life”, “Mind War”, “Corrupted” e “Sepulnation”. Nenhuma música da fase com Max Cavalera entrou no programa.
EP final foi tocado na íntegra
As quatro faixas de The Cloud of Unknowing, lançado em abril, apareceram no repertório. “All Souls Rising”, “The Place” e “Beyond the Dream” já haviam sido incorporadas a outros shows da turnê. “Sacred Books” teve sua primeira execução pública registrada no Rock in Rio.
A decisão de tocar o EP completo foi coerente com o tema da apresentação. O material é a única gravação do Sepultura com Greyson Nekrutman na bateria e encerra o catálogo de inéditas do grupo. Em um festival, dedicar quase um terço do tempo disponível ao lançamento final foi uma escolha de peso: quatro músicas novas ocuparam o espaço que normalmente seria reservado a sucessos seguros.
Além do EP, a seleção passou por seis álbuns: Against, Nation, Roorback, Dante XXI, Kairos e Machine Messiah. Foi um panorama parcial, com lacunas assumidas, de uma fase que se estendeu por quase três décadas.
A despedida do festival começou em 1991
A relação do Sepultura com o Rock in Rio começou em 1991, ainda no Maracanã. A banda voltou em diferentes formações e projetos, incluindo a apresentação com a Orquestra Sinfônica Brasileira em 2022. O show de sábado encerrou esse percurso sem tentar condensar todas as etapas da carreira em uma hora.
Ao final, os quatro músicos caminharam pela passarela do Palco Mundo. Nekrutman lançou duas baquetas ao público. Kisser agradeceu pelos 42 anos do grupo e chamou a apresentação de um momento especial da história da banda.
A turnê Celebrating Life Through Death termina em 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A banda anunciou convidados nacionais e internacionais para a despedida definitiva, mas ainda não informou se repetirá o corte exclusivo da fase Derrick Green apresentado no Rock in Rio.
