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Chelsea Wolfe lança novo álbum, The Dark

Nono disco da artista chega primeiro às plataformas digitais e reúne participações de músicos ligados a Nine Inch Nails, Queens of the Stone Age e Warpaint.

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Chelsea Wolfe lança novo álbum, The Dark

Chelsea Wolfe lançou nesta sexta-feira, 21 de agosto, o álbum The Dark nas plataformas digitais. O nono disco de estúdio da cantora e compositora norte-americana tem dez faixas e marca uma nova etapa de sua combinação entre rock gótico, folk, música industrial e referências do doom metal. As edições físicas em CD e vinil estão previstas para 18 de setembro pela Loma Vista Recordings.

O lançamento digital foi confirmado pelo site oficial da artista, pela página do álbum no Bandcamp e pela loja da gravadora. The Dark sucede She Reaches Out to She Reaches Out to She, de 2024, trabalho de produção predominantemente eletrônica. No novo disco, Wolfe volta a dar mais espaço a guitarras, baixo, bateria e arranjos orquestrais.

Produção e colaboradores

The Dark foi produzido com Jennifer Decilveo, que também participou da composição ao lado de Chelsea Wolfe e do colaborador de longa data Ben Chisholm. Segundo o material oficial, o processo procurou reduzir camadas de produção para colocar em primeiro plano as melodias, as letras e a voz da artista.

A gravação reúne músicos de diferentes áreas do rock alternativo. Robin Finck, do Nine Inch Nails, participa de “Death Is Not The End”. Troy Van Leeuwen, do Queens of the Stone Age, toca guitarra em “Seethe”. O álbum também conta com Matt Chamberlain, Stella Mozgawa, do Warpaint, e Justin Meldal-Johnsen, músico e produtor com trabalhos ligados a Nine Inch Nails, St. Vincent, Beck e Air.

As primeiras faixas apresentadas foram “The Dark” e “Death Is Not The End”, divulgadas em junho. “Cold” chegou em julho como single de abertura do álbum, enquanto “Seethe” foi lançada com videoclipe em 18 de agosto. Os quatro vídeos estão reunidos no site oficial de Chelsea Wolfe.

Um disco sobre mudança e confronto

Chelsea Wolfe relaciona o álbum a um período de transformação, envelhecimento e abandono de comportamentos e relações que já não correspondiam à sua vida atual. Em entrevista ao NME, a artista descreveu o trabalho como uma homenagem ao núcleo gótico de sua produção e associou a nova fase à clareza conquistada desde que deixou de beber, em 2021.

A abordagem não elimina os elementos sombrios de sua discografia, mas os organiza em composições mais diretas. Em crítica publicada antes do lançamento, o jornal The Guardian destacou a passagem entre momentos acústicos, linhas de baixo densas, guitarras e mudanças de intensidade. O veículo também apontou referências que aproximam o disco de nomes como The Cure e Cocteau Twins.

O conceito parte da ideia de atravessar a escuridão, em vez de evitá-la. Essa direção aparece tanto no material visual quanto nas letras sobre perda, desejo, memória e recomeço. A capa mostra Wolfe em uma paisagem rochosa, imagem que também orienta os vídeos e a identidade desta fase.

Faixas de The Dark

O álbum abre com “Cold” e segue com “Seethe”, “Humours”, “Swallower”, “Halo”, “The Dark”, “Turn the Key”, “I’m Not There”, “Death Is Not The End” e “Dancer in the Sky”. A edição digital já pode ser ouvida e comprada no Bandcamp.

Chelsea Wolfe inicia em setembro uma turnê pela América do Norte e, depois, segue para a Europa. Até o momento, não há apresentação anunciada no Brasil.

Fontes

A data e os formatos foram confirmados pelo site oficial de Chelsea Wolfe, pelo Bandcamp e pela Loma Vista Recordings. A produção, os colaboradores e o contexto do álbum também foram verificados em entrevistas e críticas publicadas pelo NME e pelo The Guardian.

Fontes consultadas