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Avenged Sevenfold defende nova geração do metal no Rock in Rio

M. Shadows pediu o fim das disputas entre fãs, citou as bandas do sábado e conduziu um show de 14 músicas no Palco Mundo.

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Avenged Sevenfold defende nova geração do metal no Rock in Rio

O Avenged Sevenfold encerrou o segundo dia do Rock in Rio na madrugada deste domingo, 6 de setembro, e usou a posição de atração principal para responder às disputas entre fãs que marcaram as redes sociais durante o sábado. M. Shadows disse ter encontrado comentários negativos sobre o festival e as outras bandas da programação.

O vocalista lembrou que os artistas do dia são amigos e citou MGK, Bad Omens, Poppy e Bring Me The Horizon. O pedido foi direto: o público deveria aproveitar a variedade do evento sem transformar diferenças musicais em rivalidade. Logo depois, a banda tocou “Seize the Day”.

A fala ganhou peso pelo desenho do sábado. O Palco Mundo recebeu Sepultura, MGK, Bring Me The Horizon e Avenged Sevenfold, enquanto Poppy e Bad Omens ocuparam o Sunset. Foi uma programação de metal e rock pesado concentrada em nomes que cresceram a partir dos anos 2000, com propostas que passam por metalcore, pop-punk, eletrônica e hard rock.

Quatorze músicas e duas mudanças no set

O Avenged Sevenfold começou por volta de 0h35, cerca de meia hora depois do horário anunciado. Após “Nightcall”, de Kavinsky, usada como introdução, vieram “Nightmare”, “Magic” e “Afterlife”. O repertório teve 14 músicas e cobriu sete lançamentos da banda.

“Magic” representou o material mais recente. A faixa foi lançada em 2025 e integra o projeto Statica, trabalho que levou o grupo a explorar eletrônica e vocais processados. No Rock in Rio, ela apareceu cercada por “Nightmare” e “Afterlife”, duas músicas já consolidadas nos shows.

A comparação com a apresentação de 30 de agosto em Los Angeles mostra duas mudanças. “The Stage” entrou no bloco central e “A Little Piece of Heaven” abriu o bis. As duas não haviam sido tocadas no show norte-americano.

Também entraram “Shepherd of Fire”, “Buried Alive”, “Hail to the King”, “Nobody”, “M.I.A.”, “Bat Country” e “Unholy Confessions”. A seleção manteve três faixas de City of Evil e distribuiu espaço entre os discos lançados de 2003 a 2023.

Cosmic fecha a madrugada

Depois de “A Little Piece of Heaven”, o Avenged Sevenfold voltou ao palco para “Cosmic”. A música de Life Is But a Dream... encerrou a apresentação acompanhada por luzes, efeitos pirotécnicos e fogos de artifício.

Foi a segunda vez consecutiva que a banda liderou o dia dedicado ao metal no Rock in Rio. A passagem anterior ocorreu em 2024. Desde então, o grupo voltou ao Brasil para shows próprios em janeiro de 2026 e reuniu seu maior público solo em São Paulo. O retorno ao festival oito meses depois colocou o Avenged Sevenfold novamente no topo do Palco Mundo, agora ao lado de uma geração de artistas que M. Shadows fez questão de defender.

Fontes consultadas