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Efemérides

A Fever You Can't Sweat Out completa 21 anos

Estreia do Panic! At The Disco misturou emo, eletrônica e pop barroco, revelou ‘I Write Sins Not Tragedies’ e marcou a explosão da cena em 2005.

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A Fever You Can't Sweat Out completa 21 anos

Lançado em 27 de setembro de 2005, A Fever You Can't Sweat Out completa 21 anos como o disco que apresentou o Panic! At The Disco ao grande público. A estreia chegou pela Decaydance e pela Fueled By Ramen, reuniu 13 faixas em 39 minutos e transformou um grupo recém-saído do ensino médio em um dos nomes centrais da expansão comercial do emo na década de 2000.

O álbum foi gravado com o produtor Matt Squire no SOMD! Studios, em College Park, Maryland. Segundo a Rhino, os integrantes viajaram de Las Vegas até o estúdio depois que Pete Wentz, baixista do Fall Out Boy e fundador da Decaydance, ouviu as demos da banda. A formação era composta por Brendon Urie, Ryan Ross, Spencer Smith e Brent Wilson.

Duas metades ligadas por um intervalo

A estrutura do disco ajudou a diferenciá-lo de outras estreias daquela safra. A primeira metade combina guitarras de pop punk com programação eletrônica, teclados e batidas dançantes em músicas como “The Only Difference Between Martyrdom and Suicide Is Press Coverage”, “Camisado” e “Time to Dance”. Depois de “Intermission”, o repertório troca parte desse vocabulário por piano, cordas, acordeão e referências de cabaré.

Essa mudança aparece com clareza em “But It's Better If You Do”, “I Write Sins Not Tragedies” e “Build God, Then We'll Talk”. O contraste não apaga a unidade do álbum: as letras extensas e irônicas de Ryan Ross, os títulos igualmente longos e os arranjos teatrais atravessam as duas partes. A Recording Academy apontou justamente a combinação de emo, pop barroco e eletrônica como um dos elementos que tornaram o trabalho decisivo para a cena de 2005.

O single que levou o Panic! ao mainstream

“I Write Sins Not Tragedies” ampliou o alcance do disco em 2006. A faixa chegou ao sétimo lugar da Billboard Hot 100 e seu clipe venceu a categoria de Vídeo do Ano no MTV Video Music Awards. O refrão, o arranjo conduzido por cordas e piano e a encenação de um casamento desfeito condensaram a identidade visual e sonora que acompanharia a banda naquela fase.

O sucesso do single sustentou a circulação de outras faixas e levou o álbum para além do público de clubes e turnês da cena. A Rhino registra que A Fever You Can't Sweat Out recebeu certificação multiplatina nos Estados Unidos e foi incluído pela Rolling Stone entre os grandes discos de emo. A recepção comercial também deu ao Panic! uma posição própria em um ano marcado por From Under the Cork Tree, do Fall Out Boy, e All We Know Is Falling, do Paramore.

Um ponto de partida que permaneceu singular

Os discos seguintes do Panic! At The Disco mudaram repetidamente de direção, passando pelo pop psicodélico de Pretty. Odd. e, mais tarde, por uma abordagem cada vez mais centrada em Brendon Urie. Ainda assim, a estreia permaneceu como o registro mais diretamente ligado à explosão do emo dos anos 2000.

A importância de A Fever You Can't Sweat Out está na maneira como o álbum reuniu linguagens que raramente ocupavam o mesmo espaço no pop rock daquele momento. Guitarras, sintetizadores, referências teatrais e letras sobre fama, relações e comportamento social formaram uma estreia imediatamente reconhecível. Vinte e um anos depois, “I Write Sins Not Tragedies” continua sendo a faixa-síntese desse repertório, enquanto o disco documenta o instante em que o Panic! At The Disco deixou de ser uma promessa de Las Vegas para se tornar parte da cultura popular.

Fontes consultadas