← Todas as notícias

Notícias

Cheerleaders encerram ação contra o My Chemical Romance

Documentos apresentados em 2 de novembro encerram a disputa pelos figurinos. Live Nation contesta que a banda tenha alterado os shows para atender à ação.

Compartilhar
Cheerleaders encerram ação contra o My Chemical Romance

A disputa judicial entre o My Chemical Romance, a Live Nation e a empresa responsável pelas Dallas Cowboys Cheerleaders foi encerrada. Documentos apresentados na segunda-feira, 2 de novembro, na Justiça federal do Texas formalizaram o fim da ação sobre os figurinos usados por dançarinas nos shows da banda no Hollywood Bowl, em Los Angeles.

O desdobramento foi noticiado na noite de segunda por Rolling Stone e Billboard, que consultaram documentos do processo. A conclusão da ação acrescenta uma mudança concreta ao caso: o cancelamento de uma audiência e o entendimento sobre os figurinos, relatados na semana anterior, ainda não estabeleciam o encerramento de toda a disputa.

A Live Nation, promotora dos shows, contestou a interpretação de que ela e a banda tivessem cedido às exigências da autora. Segundo a Rolling Stone, a empresa apresentou uma manifestação na própria segunda-feira para rejeitar a afirmação de que o My Chemical Romance havia feito uma concessão para deixar de usar os uniformes.

O que a banda e a promotora sustentam

Em declaração apresentada em 29 de outubro e detalhada pela Billboard, o empresário Brian Schechter afirmou que os personagens e figurinos faziam parte apenas das apresentações de 21, 23 e 24 de outubro. Essas três noites encerravam a narrativa teatral desenvolvida pela banda nas turnês de 2025 e 2026, ligadas a The Black Parade.

Segundo o empresário, esse planejamento havia sido definido em 2025. Os shows de 30 e 31 de outubro seriam apresentações regulares da turnê, sem a mesma montagem do final da história e sem as personagens de líderes de torcida. A posição apresentada pela Live Nation também é de que nenhuma alteração de espetáculo foi negociada em resposta ao processo.

O advogado Alex Spiro, representante das cheerleaders, rejeitou a explicação de Schechter em resposta à Billboard e manteve a versão de que a banda havia recuado. As partes, portanto, seguem divergindo sobre o motivo pelo qual os figurinos deixaram de aparecer.

Como surgiu o processo

A Pro Silver Star, responsável pela marca das Dallas Cowboys Cheerleaders, questionou os uniformes azuis e brancos usados na encenação do Hollywood Bowl. A apresentação incluía um confronto com armas cenográficas dentro do universo fictício da banda.

A empresa alegou violação de direitos de marca e risco de associação com o grupo oficial. A defesa da Live Nation sustentou que o uso integrava uma paródia e uma expressão artística protegida pela Constituição dos Estados Unidos.

O encerramento do processo não equivale a uma decisão judicial que reconheça uma dessas versões sobre os uniformes. A disputa terminou sem julgamento dessas alegações, conforme registra a cobertura do TicketNews.

Fontes consultadas