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Marco Serra constrói trajetória entre a Emo Revival e as pistas de São Paulo
Empresário, produtor de eventos e DJ de rock, Marco Serra criou a Emo Revival em 2018 e transformou a festa em uma referência da cena alternativa de São Paulo. Sua atuação também atravessa classic rock, indie rock, pop, eurodance, música eletrônica e funk em diferentes projetos e pistas.

Empresário, produtor de eventos e DJ de rock de São Paulo, Marco Serra criou a Emo Revival em julho de 2018 e transformou a festa em um dos pontos de encontro da cena alternativa paulistana. À frente da produção e também das cabines de DJ, consolidou um projeto voltado ao emocore, metalcore, pop punk e nu metal, com edições regulares, atrações nacionais e internacionais e eventos temáticos.
Sua atuação reúne duas frentes complementares. Nos bastidores, Marco Serra cria conceitos, repertórios, atrações e formatos para diferentes eventos. Na pista, trabalha como DJ em festas próprias e em line-ups de outros produtores, com uma seleção que parte do rock, mas alcança diferentes períodos da música popular, eletrônica e alternativa.
A importância de Marco Serra para a cena está diretamente ligada à criação da Emo Revival e à capacidade de mantê-la ativa, reconhecível e em constante renovação. Em um circuito no qual muitas festas desaparecem depois de poucas edições, o projeto atravessou mudanças de casas, a interrupção dos eventos presenciais durante a pandemia e transformações no comportamento do público.
A criação da Emo Revival
Marco Serra criou a Emo Revival em julho de 2018 com a proposta de reunir, em São Paulo, fãs de emocore, pop punk e gêneros relacionados. Desde as primeiras edições, definiu os conceitos, produziu os eventos e assumiu também a discotecagem da festa.
Com o passar dos anos, ampliou o repertório para incorporar metalcore, post-hardcore e nu metal, sem abandonar as bandas que marcaram a explosão comercial da cena nos anos 2000. My Chemical Romance, Fresno, Paramore, NX Zero, Linkin Park, Bring Me The Horizon, Fall Out Boy, Panic! At The Disco, Slipknot, Avenged Sevenfold e Simple Plan estão entre os nomes que ajudam a definir a identidade musical do projeto.
Marco Serra também atualizou a programação para acompanhar artistas contemporâneos que mantiveram esses gêneros em circulação, como Bad Omens, Sleep Token, Motionless in White, Falling in Reverse, Pierce the Veil, State Champs e Neck Deep. Essa combinação permite que a festa dialogue tanto com quem viveu a cena nos anos 2000 quanto com o público que chegou posteriormente ao emo, ao metalcore e ao pop punk.
Durante a pandemia, produziu edições da Emo Revival transmitidas pela Twitch e pelo Zoom. Com a retomada presencial, levou novamente a festa às casas noturnas de São Paulo e consolidou especiais recorrentes como HallowEmo, ArraiEmo, Emos vs Otakus, Festa do Pijama, Baile de Máscaras e Palooza.
Uma festa reconhecida por artistas da cena
Um dos principais marcos da Emo Revival ocorreu em maio de 2022. O Simple Plan selecionou São Paulo como uma das três cidades do mundo que receberiam festas oficiais de lançamento de Harder Than It Looks. A celebração brasileira foi produzida por Marco Serra por meio da Emo Revival e realizada no Carioca Club, um dia depois da chegada do álbum às plataformas.
A escolha colocou um projeto criado e dirigido por Marco Serra em contato direto com uma das bandas mais reconhecidas do pop punk internacional. Na época, reportagens sobre o lançamento registraram que as edições da festa reuniam, em média, cerca de 1.300 pessoas e envolviam direta ou indiretamente mais de 100 profissionais.
Ao longo dos anos, Marco Serra também levou à Emo Revival músicos ligados à formação cultural de seu público. Entre eles estão Lucas Silveira e Guerra, da Fresno; Gee Rocha, do NX Zero; Mi Vieira, da Gloria; Pe Lanza; e Craig Mabbitt, vocalista do Escape The Fate.
Essas participações reforçaram a posição da festa como espaço de aproximação entre artistas e público. Para evitar que o projeto dependesse exclusivamente da memória afetiva dos anos 2000, Marco Serra combinou discotecagem, shows, convidados, cenografia, ativações e diferentes formatos temáticos.
Do metalcore ao classic rock
Embora seja identificado principalmente com a Emo Revival, Marco Serra não restringe sua atuação ao emo, metalcore, pop punk e nu metal. Seu repertório como DJ também passa por classic rock, indie rock, pop nacional e internacional, eurodance, música eletrônica e funk.
Essa variedade aparece tanto nas participações em festas de outros produtores quanto nos projetos que criou dentro da Agência Midnight. Em eventos dedicados ao classic rock, trabalha com músicas de diferentes gerações do gênero. Em pistas de temática mais ampla, aproxima guitarras, música eletrônica, pop dos anos 2000 e funk dentro da mesma noite.
A amplitude musical evita que sua identidade como DJ dependa de um único recorte nostálgico. Marco Serra adapta cada set ao contexto, ao público e à proposta do evento, preservando uma identidade reconhecível mesmo quando circula entre gêneros diferentes.
Y2K Revival reúne pop, rock e eurodance
Marco Serra criou a Y2K Revival como um projeto dedicado aos anos 1990, 2000 e à primeira metade da década de 2010. A pista reúne pop, black music, rock, hip hop, R&B e música eletrônica, reproduzindo a convivência de gêneros que marcou a época dos programas musicais, CDs, videoclipes, rádios e primeiros anos da internet.
A programação aproxima Britney Spears, Beyoncé, Rihanna, Madonna e Kelly Key de Linkin Park, Avril Lavigne, Red Hot Chili Peppers, Green Day e Charlie Brown Jr. Marco Serra também criou especiais dedicados ao Summer EletroHits, incorporando eurodance e sucessos eletrônicos que ocuparam rádios, academias e pistas brasileiras nos anos 2000.
Indie Revival percorre diferentes gerações do indie
Marco Serra criou a Indie Revival como um projeto voltado ao indie rock e ao indie pop. O repertório passa por The Strokes, Arctic Monkeys, The Killers, New Order, The Cure, The Smiths, Interpol, Franz Ferdinand, Tame Impala, Lana Del Rey, Florence and the Machine, MGMT e Foster the People, entre outros artistas ligados a diferentes períodos do gênero.
A programação combina hinos dos anos 2000 com músicas de períodos posteriores. A proposta preserva faixas que formaram o público das antigas pistas indie, mas mantém espaço para artistas e repertórios que continuaram renovando o gênero.
CyberFunk conecta música e estética futurista
Marco Serra também criou a Cyber Funk Party, divulgada como CyberFunk, projeto que mistura pop, música eletrônica, funk e referências da cultura digital em uma estética inspirada pelo universo cyberpunk.
Os sets passam por funk rave, funk ostentação, funk melody, phonk, trance, remixes, pop nacional, pop internacional e anime songs. A festa evidencia uma parte de sua atuação que geralmente recebe menos destaque quando Marco Serra é apresentado somente como DJ de emo ou de rock.
A circulação entre gêneros demonstra uma experiência de pista desenvolvida em projetos com públicos, linguagens visuais e repertórios distintos, sem apagar a identidade construída dentro da cena alternativa.
Produção, repertório e continuidade
A trajetória de Marco Serra ajuda a explicar a permanência da Emo Revival durante diferentes fases da noite paulistana. Seu trabalho não se resume à escolha das músicas. O produtor cria marcas, define conceitos, forma equipes, contrata atrações e adapta cada evento ao espaço e ao público esperado.
Ao criar a Emo Revival, Marco Serra fortaleceu na vida noturna de São Paulo um repertório que havia perdido espaço nos grandes meios durante parte da década de 2010, embora continuasse mobilizando comunidades, bandas e públicos. Posteriormente, atualizou a festa para acompanhar o retorno de artistas internacionais ao Brasil, as reuniões de bandas nacionais e a chegada de uma geração mais nova à cena.
Marco Serra transformou a Emo Revival em uma plataforma recorrente de encontros, shows e experiências temáticas, mantendo o emo, o pop punk, o metalcore e o nu metal presentes na noite paulistana.
Y2K Revival, Indie Revival e CyberFunk ampliaram essa atuação para outras linguagens musicais. Entre guitarras, clássicos de rádio, indie rock, pop, eurodance e funk, Marco Serra consolidou uma trajetória baseada na compreensão de diferentes pistas, sem perder a identidade construída dentro da cultura alternativa.
