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Efemérides

Cinco anos sem Joey Jordison: o baterista que ajudou a construir o Slipknot

Cofundador do Slipknot e peça central na identidade sonora do grupo, músico morreu em 26 de julho de 2021, aos 46 anos.

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Cinco anos sem Joey Jordison: o baterista que ajudou a construir o Slipknot

Neste domingo, 26 de julho, completam-se cinco anos da morte de Joey Jordison, cofundador e primeiro baterista do Slipknot. O músico morreu em 2021, aos 46 anos. Segundo a família, ele faleceu pacificamente enquanto dormia; a causa da morte não foi divulgada.

Jordison não foi apenas o homem atrás da bateria durante a ascensão do grupo de Des Moines. Identificado como o integrante número 1, ele participou da construção musical e visual que transformou o Slipknot em um dos nomes centrais do metal a partir do fim dos anos 1990. Também teve papel relevante como compositor no período que definiu a primeira fase da banda.

Da formação do Slipknot aos quatro primeiros álbuns

Nascido em 26 de abril de 1975, em Iowa, Nathan Jonas Jordison ajudou a fundar o Slipknot em 1995. A biografia publicada em seu site oficial o descreve como baterista e compositor central do grupo desde os 20 anos, ainda no período em que a formação e o conceito da banda estavam sendo consolidados.

Com Jordison, o Slipknot lançou seus quatro primeiros álbuns de estúdio: Slipknot (1999), Iowa (2001), Vol. 3: (The Subliminal Verses) (2004) e All Hope Is Gone (2008). O músico também produziu o registro ao vivo 9.0: Live, de 2005.

A combinação entre velocidade, precisão, influência do thrash metal e capacidade de servir às estruturas das músicas tornou sua execução reconhecível mesmo dentro de uma banda com três percussionistas. Em 2010, leitores da revista britânica Rhythm o elegeram o maior baterista dos 25 anos anteriores. A votação reuniu mais de 38 mil participantes e deu a Jordison 37% dos votos, segundo a MusicRadar.

Depois de sua morte, o próprio Slipknot resumiu a dimensão de sua participação ao afirmar que, sem Joey, o grupo não existiria. A banda publicou um vídeo de oito minutos e meio com apresentações, entrevistas e cenas de bastidores em homenagem ao ex-integrante.

Uma saída marcada por silêncio e doença

Jordison deixou o Slipknot em 2013. Na época, a banda atribuiu a separação a motivos pessoais, enquanto o baterista afirmou posteriormente que havia sido demitido e que não abandonaria voluntariamente o projeto ao qual dedicara 18 anos.

Em 2016, ele revelou ter enfrentado mielite transversa, doença neurológica que prejudicou os movimentos das pernas e o impediu de tocar durante parte daquele período. Após tratamento médico e fisioterapia, Jordison voltou aos palcos. A doença foi publicamente associada às dificuldades que viveu no fim de sua passagem pelo Slipknot, mas não há confirmação de que tenha relação com sua morte.

Fora da banda, o músico ampliou uma trajetória que nunca se limitou à bateria. Foi guitarrista do Murderdolls, projeto de horror punk formado com Wednesday 13, e trabalhou ainda com Scar the Martyr, Vimic e Sinsaenum. Também participou de gravações, produções e apresentações com artistas como Korn, Metallica, Rob Zombie e Ministry.

O reconhecimento permanece entre antigos companheiros

O peso de Jordison continuou sendo reconhecido pelos próprios músicos que dividiram o Slipknot com ele. Em abril de 2026, o DJ Sid Wilson declarou que Joey foi “o melhor que já fez isso” e recordou que bateristas consagrados assistiam aos shows para observá-lo tocar.

Dois meses depois, o ex-percussionista Chris Fehn descreveu Jordison como um “fenômeno”, destacando a combinação de potência, fluidez e domínio técnico. Os depoimentos reforçam uma percepção que ultrapassa velocidade ou espetáculo: Joey conseguia sustentar a agressividade do Slipknot sem perder dinâmica, precisão e espaço para os demais instrumentos.

Cinco anos depois de sua morte, o legado de Jordison continua presente tanto nas quatro gravações que estabeleceram o Slipknot quanto na geração de bateristas que encontrou nele uma porta de entrada para o metal. Sua participação pertence a uma fase encerrada da história do grupo, mas permanece inseparável da identidade que levou a banda de Iowa ao cenário mundial.

Fontes consultadas