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“Crazy Train”, de Ozzy Osbourne, supera 1 bilhão no Spotify

Clássico lançado em 1980 entra no Billions Club e se torna a primeira música da carreira solo de Ozzy a alcançar a marca na plataforma.

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“Crazy Train”, de Ozzy Osbourne, supera 1 bilhão no Spotify

“Crazy Train”, clássico de Ozzy Osbourne lançado em 1980, superou 1 bilhão de reproduções no Spotify e entrou oficialmente no Billions Club da plataforma. O marco foi anunciado nesta terça-feira, 11 de agosto, e faz da faixa o primeiro lançamento da carreira solo do cantor a alcançar esse patamar no serviço.

A contagem pública do Spotify já registrava mais de 1 bilhão de execuções para a gravação principal na noite do anúncio. O resultado também aparece nos dados consolidados pelo ChartMasters e foi noticiado pelo Blabbermouth.

Primeira música solo de Ozzy no Billions Club

O Billions Club reúne músicas que ultrapassaram 1 bilhão de reproduções no Spotify. A playlist foi criada em 2020 e inclui faixas de diferentes épocas e gêneros, com atualização conforme novos títulos alcançam a marca.

Para Ozzy Osbourne, o resultado tem um recorte específico: “Crazy Train” é sua primeira música solo acima de 1 bilhão no Spotify. O número considera apenas as execuções contabilizadas pela plataforma e não representa o consumo total em outros serviços, vendas, downloads ou reproduções do videoclipe.

A marca também não equivale automaticamente a uma nova certificação fonográfica. Certificações comerciais seguem critérios próprios de cada mercado e podem reunir vendas físicas, downloads e diferentes modalidades de streaming.

“Crazy Train” abriu a carreira solo de Ozzy Osbourne

Lançada como single do álbum Blizzard of Ozz, “Crazy Train” apresentou ao grande público a nova fase de Ozzy após sua saída do Black Sabbath. A música foi escrita por Ozzy Osbourne, Randy Rhoads e Bob Daisley e se tornou um dos registros mais reconhecidos do heavy metal dos anos 1980.

O riff de Randy Rhoads ocupa posição central na identidade da faixa. A gravação original também contou com Bob Daisley no baixo, Lee Kerslake na bateria e Don Airey nos teclados. A combinação definiu parte importante da sonoridade dos primeiros trabalhos solo de Ozzy.

Blizzard of Ozz chegou em setembro de 1980 no Reino Unido e foi lançado nos Estados Unidos no ano seguinte. O álbum também inclui “Mr. Crowley”, “I Don’t Know” e “Goodbye to Romance”, consolidando uma formação que teria continuidade em Diary of a Madman, de 1981.

Um catálogo que permaneceu ativo nas plataformas

O avanço de “Crazy Train” ocorre mais de quatro décadas depois do lançamento original. Dados do ChartMasters colocam a faixa como a música de maior desempenho da carreira solo de Ozzy nas plataformas digitais, à frente de “No More Tears”, “Mama, I’m Coming Home” e “Bark at the Moon”.

A canção também acumulou presença contínua em filmes, séries, eventos esportivos e publicidade. Esse uso recorrente ajudou a apresentar o repertório a públicos que não acompanharam o lançamento de Blizzard of Ozz e manteve a faixa em circulação além do catálogo tradicional do heavy metal.

Após a morte de Ozzy, em julho de 2025, seu repertório registrou novo crescimento nas plataformas. “Crazy Train” voltou às paradas e entrou pela primeira vez na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos, ampliando um alcance que já atravessava rádio, televisão e cultura esportiva.

Ozzy se junta a outros nomes do rock no Spotify

Com a nova marca, “Crazy Train” passa a integrar um grupo que já inclui “Enter Sandman”, “Nothing Else Matters” e “Master of Puppets”, do Metallica; “Bring Me to Life”, do Evanescence; “Last Resort”, do Papa Roach; “Duality”, do Slipknot; e “Paradise City”, do Guns N’ Roses.

A comparação ajuda a dimensionar a presença do rock pesado no streaming, mas não funciona como ranking artístico. Datas de lançamento, disponibilidade dos catálogos e hábitos de consumo variam entre artistas e plataformas.

No caso de Ozzy, o número confirma a permanência de uma música lançada no início de sua trajetória solo. Mais de 45 anos depois, “Crazy Train” continua sendo a principal porta de entrada digital para o catálogo do cantor.

Fontes consultadas