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Chuck Varga, cofundador do GWAR, morre aos 68 anos
Criador do Sexecutioner ajudou a definir os personagens, cenários e efeitos do GWAR desde os primeiros anos da banda em Richmond.

Chuck Varga, cofundador do GWAR e criador do personagem Sexecutioner, morreu aos 68 anos. A confirmação foi feita na noite de sexta-feira, 25 de setembro, por Casey Orr, baixista ligado à banda sob o nome Beefcake the Mighty. Segundo o comunicado, Varga morreu com a esposa, Bambi, ao seu lado.
A causa da morte não foi informada. Varga enfrentava um câncer e havia recebido cuidados paliativos, condição que o próprio GWAR tornou pública em campanhas realizadas ao longo de 2026.
Artista ajudou a construir o universo do GWAR
Nascido em 1958, na Virgínia, Varga estudou na Virginia Commonwealth University e participou da criação do Slave Pit Studios em Richmond. O coletivo reuniu músicos, artistas visuais e profissionais de efeitos práticos, estrutura que deu origem ao GWAR e ao universo de personagens usado pela banda nos palcos, em quadrinhos e no cinema.
Varga desenvolveu e interpretou o Sexecutioner, personagem que se tornou parte recorrente das apresentações do grupo. Seu trabalho também envolveu esculturas, cenários, figurinos, ilustrações, efeitos especiais e narrativas para o repertório visual da banda. De acordo com o perfil publicado pelo próprio GWAR, ele participou de oito grandes turnês e de mais de mil apresentações nos Estados Unidos e na Europa.
O artista também trabalhou em dois longas ligados ao grupo, incluindo Phallus in Wonderland, indicado ao Grammy de melhor vídeo musical de longa duração. Varga deixou a formação regular em 1997 para atuar em produções da Broadway, do cinema e da televisão em Nova York, mas voltou a aparecer com o GWAR em ocasiões posteriores. Sua última participação com o personagem ocorreu durante a reunião Scumdogs, em 2021.
Campanhas acompanharam o tratamento
Em abril, o GWAR organizou uma campanha nacional de doação de sangue em homenagem a Varga. A iniciativa ofereceu uma camiseta desenhada por ele aos participantes e apresentou sua trajetória como parte central da formação artística da banda.
Dois meses depois, o grupo abriu uma arrecadação para despesas com tratamento, equipamentos médicos, enfermagem e cuidados paliativos. A campanha também colocou em leilão o machado cenográfico usado pelo Sexecutioner por décadas.
Ao confirmar a morte, Casey Orr destacou o trabalho de Varga como artista, performer e criador. O comunicado não detalhou local, horário ou causa médica do falecimento. O GWAR mantém em seu site o arquivo das campanhas e um perfil sobre a contribuição de Varga para a identidade visual construída pelo grupo desde os anos 1980.
